Inseminação Artificial

O objetivo da IIU é a introdução de uma quantidade de sêmen selecionado em laboratório no interior do útero da parceira, para estimular a fertilização.
Pelo fato do sêmen ser transferido para a cavidade uterina, é importante que a paciente não apresente anormalidades óbvias no aparelho reprodutor. Os exames prévios deveriam, na medida do possível, confirmar que a paciente esteja ovulando normalmente e que as tubas uterinas não estejam obstruídas. No entanto, a IIU poderá também ser eficaz em mulheres com distúrbios de ovulação, contanto que elas respondam adequadamente aos medicamentos indutores. . Nesses casos a ovulação é estimulada através do tratamento hormonal, e a inseminação programada para o dia  da ovulação.
Como a IIU está baseada na capacidade natural do espermatozóide de fertilizar o óvulo dentro do trato reprodutivo, é importante que os exames feitos para avaliar a infertilidade masculina demonstrem que o esperma possui uma função razoável (quantidade, motilidade e morfologia). A IIU também demonstrou ser um tratamento eficaz nos casos em que a mulher produz anticorpos contra o esperma de seu parceiro. Este problema- conhecido como "anticorpos anti-esperma" - geralmente significa que os espermatozóides não conseguirão alcançar o óvulo. A técnica da IIU permite que os espermatozóides preparados passem além do canal cervical para dentro do útero, conseguindo assim superar alguns dos problemas provocados pelos anticorpos anti-esperma presentes no muco cervical.
Em circunstâncias normais, a IIU utiliza esperma do parceiro masculino. No entanto, outra técnica de inseminação, a inseminação artificial através de um doador (IAD) utiliza amostras de esperma colhidas de doadores anônimos. Maiores informações poderão ser acessadas no site de nosso banco de sêmen parceiro, no endereço eletrônico: www.pro-seed.com.br

Os riscos da IIU são mínimos.  Nos casos em que mais de três folículos venham a crescer, há risco de uma gravidez múltipla, podendo acarretar o cancelamento do tratamento. A gravidez múltipla está associada a altos riscos de abortos ou bebês com baixo peso. Também deverão ser descontinuados os ciclos que apresentarem indícios de uma rara condição conhecida como síndrome de hiper-estimulação ovariana.
 - Motivo pelo qual o tratamento com medicamentos é sempre monitorizado.
Os casos mais indicados para a utilização da IIU são:
- Infertilidade sem causa aparente
- Anticorpos anti-esperma
- Endometriose leve
- Redução discreta do número de espermatozóides ou de sua motilidade
Estudos mostraram que a IIU não é eficaz nos casos em que a contagem de espermatozóides é muito baixa ou nos casos que o formato dos espermatozóides apresenta defeito. Igualmente, aquelas mulheres portadoras de trompas defeituosas também não poderão ser ajudadas através da IIU.

Passos da IIU

• ESTIMULAÇÃO OVARIANA CONTROLADA - Tratamento através de medicamentos  para estimular a maturidade de dois ou três óvulos (geralmente gonadotrofinas ) e induzir a ovulação.
• MONITORIZAÇÃO FOLICULAR E ENDOMETRIAL - Acompanhamento do tratamento para medir o crescimento dos folículos e endométrio, adequando a dosagem dos medicamentos e prevenindo o aparecimento de efeitos colaterais sérios. Através de ultra-sonografia transvaginal (duas ou três vezes durante o ciclo do tratamento). Ocasionalmente através da medição dos hormônios em  uma amostra de sangue.
• SINCRONIZAÇÃO E INSEMINAÇÃO - Quando dois ou três folículos tiverem alcançado o tamanho ideal, a ovulação é induzida com uma injeção de hormônio (HCG).
• PROCESSAMENTO SEMINAL - Uma amostra de esperma, colhida por masturbação é preparada no laboratório, cerca de uma hora e meia a duas horas antes da inseminação.
• TESTE DE GRAVIDEZ – Teste (Beta-hCG)  15 dias após a inseminação.

Os índices de sucesso da IIU situam-se entre 15% e 20% por ciclo, podendo alcançar 50% depois de 3 tentativas no decorrer de um ano - contanto que a contagem de espermatozóides do parceiro masculino esteja dentro dos limites normais e as trompas da parceira estejam em boas condições. Isso significa que para cada cem casais envolvidos em repetidos ciclos de IIU aproximadamente 50 conseguirão engravidar e terão bebês saudáveis após um ano de tratamento.
Estudos científicos mostram que os índices de sucesso podem variar de acordo com o tipo de medicação usado na estimulação ovariana. O clomifeno, por exemplo, um tipo mais antigo de indutor de ovulação usado com menos freqüência hoje em dia, está associado a índices menores de sucesso (índice de gravidez inferior a 10% por ciclo de tratamento). Os mais altos índices são apresentados pelas gonadotrofinas.
O casal  pode tentar três ciclos de IIU e, se não forem bem sucedido, optar por outros métodos mais complexos como a FIV – fertilização in vitro.

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